assistir o fim do dia se espatifar sobre o mar
os passos rasgando segundos estridentes
o desejo se arrebentando no chão
juntar os pedaços em cima da mesa onde se juntam mãos
e se deixar estar nas horas como quem se deixa estar no sofá
em tardes de porcelana
respirar com cuidado de não desmanchar o tempo
não é o suficiente
prender a respiração
assistir o dia escapando pela tangente possível do seu olhar
não é o suficiente