segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cena 1


Que a distância se coloque, se arrastando entre as tábuas corridas.
Nessa cama preparada, cada dobra tão insuportável quanto a outra.

As mãos não se seguram firmes e em cima da mesa não temos nada para nos distrair.
Estamos sós. O vento forte buscando navios no alto mar. Navios para as palmas da mão. 
Seguimos escutando o ecoar dos passos e infinitamente continuamos a escutar o ecoar dos passos.

Como chegar aqui?
Onde os olhos alcançam apenas horizontes e as mãos se encostam de leve para saber que existe uma temperatura, algo pra singrar os barcos. A grama sob os pés derretendo.