terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nirvana


A casa segue alheia.
Em sua completude própria. Respira. Pede água.
Guarda os cheiros de sempre. Espera.
Alheia, despreocupada.

Me ausento de mim, subitamente.
O intervalo entre as batidas do coração se alarga.
Anfíbia.
Não me afeto mais.  
- Como naquela vez, segurando a respiração para não soluçar, num templo em ruínas, Cambodja. Parecia possível encontrar Buda antes mesmo de acabar com o soluço. -
Depois
outras coisas.

Até a exaustão.

Todo dia.