Começo. Não tenho calma. Vou. Empilhei os livros no canto da sala enquanto esperava a melhor luz. Abri a janela. Meia hora. Subi na pilha de livros quando a sala inteira puxou para o vermelho em todas suas cores. Cinco minutos. Desatino. Me lancei da pilha de livros para o insuspenso lugar da queda. Antes. Uma francesa cantava no rádio uma melodia azul. Alguns segundos. O dia morria por detrás das construções e a porta abriu. Pausa. A porta abriu. Oito segundos depois. No canto da sala estava uma pilha de livros. Esperei. Duas horas. Abri um livro do meio da pilha que desmoronava e li a última página. Lusco-fusco. Respira. “Minotauro – Agora sim. Agora é preciso dançar.” Dez minutos. Fechei o livro, fechei a janela. A francesa cantava no rádio uma melodia azul. Pausa. Acendo o abajur entre as histórias que dormem aos meus pés. Uma sala inteira de gestos em páginas. Em horas. Fechei os olhos. Agora. Uma japonesa gira meia-voltas em cima de um sofá vermelho na sala. 4 e 47. O lugar do fim.