Sem perceber o estado avançado dos olhares, antes do habitual “bom dia”, ela disse o que não podia deixar de ser:
As vezes tudo se parte.
Basta uma batida de sinos numa igreja distante durante a manhã.
Basta uma batida de sinos numa igreja distante durante a manhã.
E tudo se parte.
A toalha branca de renda,
o aparador em baixo da janela,
o sol queimando o batente da porta,
os móveis quentes da sala,
as paredes caiadas, ao meio-dia cegando os olhos,
o despertar entre as palmas da mão
e o colo.
e o colo.
Sem nenhuma intimidade.
Ao meio-dia as casas estão trincando.
As casas, eu, você.
As casas, eu, você.