Quantos ais.
Este amor antigo que desaprendi ri de mim.
Dessa minha burrice lasciva, do meu esforço em esquecer meus ais.
Esse amor ri alto de mim.
Zoa comigo, desses pecadinhos bonitos, pinturinhas nos altos côncavos da igreja.
Toma meu corpo e me penso pra longe,
Desmerecedora dos acalantos.
Ah, esse amor desbotado sabe mais de mim,
de eu não suportar sua briluzisse, me arrasta pelas visceras peles profundas:
Que gracinha essa menina triste que não sabe a que veio e nem para onde vai,
que gracinha de infelicidade pequena. Perdeu as distâncias que colecionou, só tem tempo sem espaço.
Não consegue traçar coerencias, nem formular conjecturas, hipóteses.
Quais são suas rezas menina?
E eu sei?
Queria com elas inventar outros mundos.
Mas daí que vem estas palavras fortes que me consomem e não são suas.
Você que também desconhece sua reza e busca palavras incrustadas no pó da igreja,
desfia mazelas de amor antigo para dentro da minha boca. Eu mastigo
e tomo este caminho desocupado ao seu lado.
Você, que aprisionou minhas horas em frases escolhidas de um poeta.
Audaz põe a mão no peito que não sabe mais usar
e pensa então caminhar noites inteiras
e amanhecer ileso e sem ferimentos.
Zomba de ti outro amor velho,
e ele te oferece vastos templos sem deuses.